Estreia da SpaceX na Nasdaq impulsiona patrimônio e consolida liderança global do empresário no setor tecnológico
O empresário sul-africano Elon Musk alcançou, nesta sexta-feira (12), um feito inédito ao se tornar o primeiro trilionário da história. O marco foi impulsionado pela abertura de capital da SpaceX na bolsa de valores Nasdaq, nos Estados Unidos.
A estreia da companhia no mercado financeiro ocorreu com ações precificadas em US$ 135, em uma oferta pública inicial (IPO) que avaliou a empresa em aproximadamente US$ 1,77 trilhão. A operação figura entre as maiores já registradas no mercado norte-americano e elevou significativamente o patrimônio de Musk, que já ocupava o topo da lista das maiores fortunas do mundo.
Fundada em 2002, a SpaceX atua no setor aeroespacial, com foco no desenvolvimento de tecnologias para lançamentos de foguetes, transporte espacial e sistemas de satélites. A empresa se destacou internacionalmente ao investir em foguetes reutilizáveis, inovação que reduziu custos e ampliou a competitividade no setor. Entre seus principais projetos está a Starlink, responsável por expandir o acesso à internet em diferentes regiões do planeta.
A trajetória empresarial de Musk inclui ainda a liderança de companhias como Tesla, referência global na produção de veículos elétricos, além de iniciativas nas áreas de tecnologia e infraestrutura, como a Neuralink e a The Boring Company. O empresário também esteve à frente da plataforma X.
Antes de consolidar seu império tecnológico, Musk participou de empreendimentos que marcaram o início de sua carreira, como a Zip2 e a X.com, esta última posteriormente integrada ao sistema que deu origem ao PayPal, vendido ao eBay em 2002.
A conquista do posto de trilionário reforça a influência do empresário em áreas estratégicas como tecnologia, energia, mobilidade, telecomunicações e exploração espacial. Especialistas, no entanto, destacam que a fortuna de Musk permanece sujeita às oscilações do mercado financeiro, especialmente ao desempenho das ações da SpaceX e de outras empresas sob sua liderança.
Foto: Britta Pedersen / Pool / AFP