Tratamento é indicado para pacientes que não podem se submeter à quimioterapia intensiva
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova alternativa terapêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada. A novidade é a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina.
A terapia será destinada, principalmente, a pacientes que apresentam condições clínicas que impedem a realização da quimioterapia intensiva, ampliando as opções de tratamento disponíveis na rede pública.
A inclusão foi oficializada por meio da Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15). De acordo com a norma, o tratamento deverá ser ofertado pelo SUS em até 180 dias, seguindo o prazo estabelecido para a incorporação de novas tecnologias no sistema.
A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada aos protocolos clínicos adotados pelo Ministério da Saúde. O relatório técnico que fundamentou a medida será disponibilizado para consulta pública no portal da comissão.
Entenda a doença
A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Alterações genéticas podem levar essas células a se transformarem em cancerígenas.
Nos casos agudos, a doença pode evoluir rapidamente e se tornar mais grave se não houver diagnóstico e tratamento precoces. Por isso, a identificação nos estágios iniciais e o encaminhamento para atendimento especializado são fundamentais para aumentar as chances de sucesso terapêutico.
A leucemia mieloide aguda é a forma mais comum da doença entre adultos, com maior incidência em pessoas idosas.
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil