Projeto de lei quer impedir convocação de jogadores que atuam no exterior para a Seleção Brasileira

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Proposta apresentada na Câmara dos Deputados prevê que apenas atletas vinculados a clubes brasileiros possam defender o país em competições oficiais

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados pode provocar uma mudança histórica nos critérios de convocação da Seleção Brasileira. O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) propôs que apenas jogadores registrados em clubes brasileiros e participantes de competições oficiais no país possam ser convocados para as seleções masculina, feminina e de base.

A proposta, registrada como PL nº 3.582/2026, também determina que toda a comissão técnica seja formada por profissionais brasileiros vinculados a entidades esportivas sediadas no Brasil. A exigência alcança treinador, auxiliares, preparadores físicos e treinadores de goleiros.

Segundo o texto, a regra seria obrigatória para competições oficiais. A única exceção prevista são amistosos ou eventos promocionais, desde que haja autorização do órgão competente.

A iniciativa foi apresentada durante os debates sobre o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Em pronunciamento no plenário da Câmara, Luiz Carlos Hauly afirmou que o país vive um período de resultados abaixo das expectativas desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, e defendeu mudanças no modelo atual de convocação.

Caso a proposta estivesse em vigor atualmente, atletas que atuam no futebol europeu, como Vinícius Júnior, do Real Madrid, e outros jogadores que defendem clubes estrangeiros, não poderiam ser convocados para competições oficiais da Seleção.

Fortalecimento do futebol nacional

Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que a saída precoce de jovens talentos para o exterior enfraquece os clubes brasileiros, reduz a competitividade das competições nacionais e diminui a identificação da torcida com a Seleção Brasileira.

Segundo o texto, a proposta pretende incentivar investimentos nos clubes do país, fortalecer a formação de atletas, valorizar treinadores brasileiros e estimular o desenvolvimento da indústria do futebol nacional.

Proibição de patrocínio de casas de apostas

O projeto também estabelece a proibição de contratos entre clubes, federações e demais entidades esportivas com empresas de apostas esportivas.

A vedação inclui patrocínios em uniformes, naming rights, publicidade em estádios, redes sociais, transmissões e demais ações de marketing.

De acordo com a justificativa, a medida busca reduzir a associação entre o futebol e as apostas esportivas, apontando riscos como endividamento, dependência e impactos sociais.

Caso a proposta seja aprovada, os contratos atualmente em vigor terão prazo de até 180 dias para serem encerrados, sem possibilidade de renovação. O descumprimento poderá resultar na suspensão do acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais e convênios.

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