Mobilização segue até 1º de setembro e busca atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos
O Ministério da Saúde reforçou neste sábado (29) a orientação para que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes. O alerta ocorre diante do registro de novos casos de sarampo no país e durante a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até a próxima terça-feira (1º).
A mobilização tem como público principal crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Durante a campanha, as equipes de saúde avaliam as cadernetas e aplicam as doses que estiverem pendentes, incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 27 casos de sarampo confirmados em 2026. Desse total, 24 estão ligados a uma cadeia de transmissão iniciada em junho no estado de São Paulo. Os registros incluem 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Outros três casos foram identificados no país, sendo dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro. Segundo a pasta, esses registros não possuem relação entre si e já foram considerados encerrados após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.
O Ministério da Saúde informou ainda que, em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação. As ocorrências foram controladas por meio das ações de vigilância epidemiológica e vacinação.
Apesar dos registros, o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo, segundo o Ministério da Saúde.
Como funciona a vacinação
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode ser evitado por meio da vacinação. Na rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), as crianças recebem duas doses da tríplice viral: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Para pessoas de até 29 anos que não foram vacinadas ou não possuem comprovação da imunização, são indicadas duas doses, respeitando intervalo mínimo de 30 dias.
Na faixa dos 30 aos 59 anos, a recomendação é de uma dose para quem não possui registro de vacinação contra o sarampo.
Em situações de maior risco de transmissão, as estratégias podem ser ampliadas pelas autoridades de saúde conforme o cenário epidemiológico de cada região.
Em municípios paulistas que registraram transmissão ativa, por exemplo, o Ministério da Saúde recomendou medidas adicionais. Entre elas está a chamada “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses. A aplicação tem caráter complementar e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses.
A orientação do Ministério da Saúde é que a população aproveite a Campanha Nacional de Multivacinação para conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde caso existam doses em atraso.
📸 Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil