Jeany Pinheiro, presidente da Câmara Municipal, passou a comandar o município interinamente após decisão de Alexandre de Moraes no âmbito da Operação Dinastia do Lago
A presidente da Câmara Municipal de Coari, Jeany de Paula Amaral Pinheiro (Republicanos), assumiu interinamente a Prefeitura de Coari nesta quinta-feira (17), após o afastamento cautelar do prefeito Adail Pinheiro, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Jeany é irmã do prefeito afastado e passou a exercer temporariamente o comando do município porque o vice-prefeito também está impedido de assumir a função. Emanuel Pinheiro está licenciado do cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas nas eleições de outubro.
A posse ocorreu durante uma sessão extraordinária realizada na sede da Prefeitura, espaço que está sendo utilizado temporariamente pela Câmara Municipal enquanto o prédio do Legislativo passa por reforma.
A mudança no comando do Executivo municipal ocorreu após a deflagração da Operação Dinastia do Lago, realizada pela Polícia Federal na quarta-feira (16). A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à administração de Coari.
Operação Dinastia do Lago
A operação cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Manaus e Coari e também determinou o afastamento de Adail Pinheiro e de outros agentes públicos.
O deputado federal Adail Filho, filho do prefeito afastado, também é alvo da investigação. Segundo a Polícia Federal, as apurações começaram após a apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie no Aeroporto de Brasília, em maio de 2025.
Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, veículos, joias e outros bens. A investigação também analisa contratos da Prefeitura de Coari e possíveis relações financeiras entre empresas e pessoas ligadas aos investigados.
Outro eixo da apuração envolve recursos de emendas parlamentares destinados ao município nos anos de 2024 e 2025.
As suspeitas investigadas pela Polícia Federal ainda estão em apuração e não representam, por si só, condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade dos envolvidos.
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