Novo centro logístico pode fazer compras internacionais chegarem a Manaus em até dois dias

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Operação da chinesa Anjun prevê estrutura alfandegada no Aeroporto de Manaus e redução do custo da entrega local

Quem costuma comprar em plataformas internacionais poderá ter uma mudança significativa no prazo de entrega em Manaus. A empresa chinesa Anjun planeja instalar uma estrutura alfandegada no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, com previsão de início da operação até o fim de 2026.

A proposta é permitir que parte das encomendas internacionais destinadas ao Amazonas seja desembaraçada diretamente em Manaus, evitando que os produtos precisem passar primeiro por outros centros logísticos do país, como São Paulo.

Segundo a empresa, a mudança poderá reduzir o prazo de determinadas encomendas, que atualmente pode variar entre 15 e 25 dias, para cerca de dois dias úteis na capital amazonense.

Para municípios do interior atendidos por transporte fluvial, a estimativa apresentada pela Anjun é de aproximadamente cinco dias.

Frete também pode ficar mais barato

Além da redução no tempo de entrega, a empresa prevê diminuição dos custos logísticos. De acordo com o presidente-executivo da Anjun, Tony Fang, o transporte de um pacote de um quilo entre São Paulo e Manaus custa atualmente entre R$ 25 e R$ 30.

Com a entrada direta das encomendas por Manaus e a distribuição local, a projeção da empresa é que esse custo possa ficar abaixo de R$ 10.

O valor, entretanto, é uma estimativa da operação logística e não significa que todos os consumidores necessariamente pagarão esse valor no frete. O preço final depende das condições estabelecidas pelas plataformas, vendedores e empresas responsáveis pela entrega.

Investimento de R$ 220 milhões

A operação em Manaus faz parte de um plano de investimentos de R$ 220 milhões da Anjun no Brasil até 2027.

Desse montante, R$ 100 milhões serão destinados às estruturas aeroportuárias previstas para Manaus, Recife e Brasília, incluindo equipamentos de raio X e sistemas automatizados de triagem.

Outros R$ 120 milhões deverão ser aplicados na expansão das operações de entregas expressas da empresa.

Em Manaus, a implantação ainda depende da conclusão das etapas necessárias para que a estrutura aeroportuária entre efetivamente em funcionamento.

Previsão de novos empregos

A expansão também poderá gerar empregos. A empresa estima que cada galpão possa contar com aproximadamente 150 trabalhadores distribuídos em dois turnos.

Considerando as unidades planejadas para Manaus, Recife e Brasília, a previsão divulgada pela Anjun é de 400 a 500 empregos diretos.

A companhia também pretende ampliar sua atuação para cargas maiores. Atualmente, a operação está concentrada principalmente em encomendas de até cinco quilos, mas o projeto prevê capacidade para volumes entre 5 e 500 quilos, incluindo móveis, cadeiras e televisores.

A Anjun já atua no mercado brasileiro de comércio eletrônico, com serviços de armazenagem, remessas internacionais, distribuição e entregas de última milha. A empresa atende plataformas de comércio eletrônico e pretende ampliar sua participação no setor logístico nacional.

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