Justiça italiana suspende extradição de Carla Zambelli e aponta questionamentos sobre processo

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A Suprema Corte de Cassação da Itália decidiu anular o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli e determinou sua libertação. A decisão foi tomada com base na avaliação de que há elementos que levantam dúvidas sobre garantias de imparcialidade no processo que levou à condenação no Brasil.

Na análise, os magistrados italianos consideraram que a atuação do ministro Alexandre de Moraes, em diferentes fases do caso, poderia configurar sobreposição de funções, o que, segundo o entendimento da Corte, é passível de gerar questionamentos quanto à imparcialidade do julgamento, à luz dos parâmetros jurídicos adotados pelo ordenamento italiano.

De acordo com a decisão, essa condição pode comprometer aspectos relacionados ao direito de defesa e ao devido processo legal, considerados essenciais para a cooperação jurídica internacional em casos de extradição.

Os juízes destacaram que a avaliação não envolve o mérito das acusações — ou seja, não trata da culpa ou inocência da ex-deputada, mas se restringe às condições legais necessárias para autorizar a entrega de um cidadão a outro país.

Com isso, a Corte concluiu que o conjunto de informações apresentado não atende aos requisitos exigidos para a extradição, tornando inviável o envio de Carla Zambelli ao Brasil.

A decisão insere o caso em um contexto de análise internacional sobre garantias processuais e amplia o debate jurídico envolvendo critérios de imparcialidade judicial em pedidos de cooperação entre países.

Foto – Mário Agra/Câmara dos Deputados

 

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