A grávida Meirilany Silva da Silva se apresentou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus, após a Justiça do Amazonas determinar o restabelecimento de sua prisão preventiva. A suspeita era considerada foragida desde que o benefício da prisão domiciliar foi revogado.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Meirilany passará por audiência de custódia e, posteriormente, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).
A investigada havia sido presa em flagrante durante a operação policial que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, mas ela recebeu autorização para cumprir a medida em prisão domiciliar por estar grávida.
Entretanto, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão, sustentando que a gravidade dos crimes investigados e a suposta participação da mulher em organização criminosa impediriam a concessão do benefício. O recurso foi aceito pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que determinou o retorno da investigada ao regime fechado.
Na decisão, o magistrado destacou que a gravidade da conduta atribuída à suspeita, aliada ao contexto da ação que resultou na morte do policial civil, inviabiliza a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.
Investigação
Segundo a Polícia Civil, Meirilany é investigada por atuar na logística e armazenamento de drogas pertencentes a uma organização criminosa. As investigações apontam que o grupo mantinha quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína.
Até o momento, cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema criminoso, entre elas um policial militar.
O caso
O investigador Luciano Carvalho de Sena foi baleado durante uma operação realizada na última sexta-feira (24), na Zona Oeste de Manaus. Ele chegou a ser socorrido ao SPA Alvorada, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
Após o confronto, equipes da Polícia Civil prenderam parte dos envolvidos e intensificaram as buscas pelos demais suspeitos. Rafael Pereira Freitas, apontado como um dos participantes da ação, morreu durante confronto com policiais no município de Itacoatiara, após reagir à abordagem.