Doença é altamente contagiosa e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças pequenas
O sarampo voltou a exigir atenção das autoridades de saúde no Brasil em 2026. O Ministério da Saúde alertou para o risco de reintrodução e disseminação da doença diante do intenso fluxo de viajantes durante a Copa do Mundo.
A preocupação aumentou após novos registros da doença. Em São Paulo, por exemplo, o número de casos confirmados chegou a pelo menos 23 neste ano.
Altamente contagioso, o sarampo é transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira. Pessoas que não estão imunizadas podem ser infectadas mesmo após um contato próximo e relativamente curto com alguém doente.
Como reconhecer o sarampo
Os primeiros sintomas podem se confundir com outras infecções virais. Entre os principais sinais estão:
- Febre alta, geralmente acima de 38,5°C;
- Tosse seca;
- Olhos irritados e vermelhos;
- Mal-estar intenso;
- Manchas vermelhas na pele.
As manchas costumam aparecer inicialmente no rosto e atrás das orelhas, entre três e cinco dias após o início dos sintomas, e posteriormente avançam para outras partes do corpo.
A permanência da febre é um sinal que merece atenção, especialmente quando o paciente é uma criança pequena.
Doença pode causar complicações
Apesar de ser uma doença que pode ser evitada pela vacinação, o sarampo pode evoluir de forma grave.
Entre as principais complicações estão pneumonia, infecção de ouvido e encefalite, que é uma inflamação no cérebro. Em situações mais graves, a doença pode deixar sequelas permanentes ou levar à morte.
Crianças menores de 5 anos estão entre os grupos que podem apresentar maior risco de complicações.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacina é a principal estratégia para impedir a circulação do vírus. Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS), a proteção contra o sarampo é oferecida por meio das vacinas tríplice viral e tetraviral.
De maneira geral, o esquema de rotina começa aos 12 meses de idade, com a primeira dose da tríplice viral. Aos 15 meses, é indicada a segunda dose, normalmente com a vacina tetraviral.
Para pessoas que não foram vacinadas ou não conseguem comprovar a vacinação, as recomendações variam conforme a idade e a situação epidemiológica.
Em situações de surto ou risco elevado de exposição, a vacinação pode ser antecipada para bebês a partir dos 6 meses. Essa chamada dose zero, porém, não substitui as doses previstas no calendário de rotina.
Quem deve ficar atento
Adolescentes e adultos que não foram imunizados ou possuem esquema incompleto devem procurar uma unidade de saúde para verificar a necessidade de iniciar ou completar a vacinação.
Para adultos entre 30 e 59 anos sem comprovação de vacinação anterior, a recomendação geral é uma dose. Já pessoas de 5 a 29 anos que não tenham sido vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.
A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Mulheres que não estejam imunizadas devem conversar com um profissional de saúde para receber a proteção no período adequado após o parto.
O que fazer diante de sintomas
Não existe um medicamento específico para eliminar o vírus do sarampo. O tratamento é voltado principalmente ao controle dos sintomas, hidratação e suporte nutricional.
Quem apresentar sintomas compatíveis com a doença deve procurar atendimento médico e evitar a automedicação. Antibióticos não são indicados para tratar o sarampo, a menos que um profissional identifique uma infecção bacteriana associada.
A confirmação do diagnóstico pode envolver avaliação clínica e exames laboratoriais.
Manter a vacinação em dia é a maneira mais eficaz de reduzir o risco de infecção e impedir a propagação do sarampo.