Ministério da Saúde iniciou a disponibilização de nove medicamentos para 13 indicações de tratamento; Amazonas está entre os estados contemplados
O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar nove medicamentos de alta tecnologia para o tratamento do câncer. A medida, anunciada pelo Ministério da Saúde em 20 de outubro, contempla 13 indicações terapêuticas e tem potencial para beneficiar mais de 116 mil pacientes em todo o país.
A distribuição começou em 20 centros de tratamento, localizados em diferentes regiões brasileiras, incluindo o Amazonas. A previsão do Ministério da Saúde é ampliar gradualmente a oferta para os demais centros até o fim de 2026.
Os medicamentos atendem pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, próstata, pulmão, estômago e rim, além de alguns linfomas, leucemias e tumores neuroendócrinos.
Entre os fármacos incluídos estão o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama; a abiraterona, utilizada em tratamentos contra o câncer de próstata; o gefitinibe, para um tipo de câncer de pulmão; e o trastuzumabe, cujo uso foi ampliado no SUS para pacientes com câncer de estômago.
Segundo o Ministério da Saúde, a aquisição dos nove medicamentos representa um investimento anual de R$ 155,4 milhões. A pasta também anunciou a expectativa de chegar a 23 novos medicamentos oncológicos na rede pública até o fim do ano.
SUS também prepara rastreamento do câncer de intestino
Outra medida anunciada é a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para iniciar o rastreamento do câncer colorretal na rede pública.
A estratégia será direcionada a homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos. O teste identifica sangue oculto nas fezes e ajuda a selecionar as pessoas que precisam realizar colonoscopia para investigação.
A implementação está prevista para começar em novembro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes, com expansão gradual. O exame não substitui a avaliação médica nem confirma sozinho o diagnóstico de câncer.
O que muda para os pacientes do Amazonas
O Amazonas está entre os estados incluídos na primeira etapa de implantação dos medicamentos. No entanto, a oferta efetiva de cada tratamento depende do centro habilitado, da indicação clínica e dos fluxos definidos pela rede de saúde.
Pacientes e familiares devem procurar a equipe de oncologia responsável pelo acompanhamento para confirmar a disponibilidade do medicamento indicado e os critérios de acesso.