A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou ampla repercussão na imprensa esportiva internacional. Um dia após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, jornais de diferentes países estamparam o resultado em suas capas e publicaram análises críticas sobre a atuação da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Na Argentina, o jornal Olé deu grande destaque ao revés brasileiro com a manchete “No compasso do tamborim”. Em sua análise, o veículo afirmou que o Brasil abandonou o estilo de jogo que marcou sua história, baseado na posse de bola, criatividade e habilidade técnica. Para o diário, a vitória norueguesa foi “justa, histórica e explicativa”, atribuindo a eliminação ao afastamento da identidade tradicional do futebol brasileiro.
Na Itália, o Corriere dello Sport destacou o protagonismo de Erling Haaland, autor dos dois gols da Noruega, afirmando que o atacante “fez o Brasil chorar”. O jornal também lembrou que, caso conquiste o título apenas na próxima edição do torneio, a Seleção completará 28 anos sem levantar a taça da Copa do Mundo. A publicação ainda classificou o Brasil atual como uma equipe “menor, laboriosa e episódica”.
Na Espanha, o diário Marca também reservou espaço para a eliminação brasileira. A reportagem criticou as mudanças promovidas por Carlo Ancelotti no segundo tempo, especialmente a entrada de Neymar e Danilo Santos, que alterou a posição de Endrick no ataque. O jornal ainda questionou a decisão de Vinícius Júnior de não cobrar o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães quando o jogo ainda estava empatado em 0 a 0.
Já em Portugal, o jornal A Bola destacou a atuação de Haaland e do meia Andreas Schjelderup, jogador do Benfica, mas adotou um tom menos crítico em relação a Vinícius Júnior. Segundo a publicação, o atacante fez boa partida, criou oportunidades e liderou o setor ofensivo, mas não conseguiu evitar a eliminação brasileira, classificada pelo veículo como um “adeus cruel” à Copa do Mundo.
Com a derrota para a Noruega, o Brasil se despediu da competição ainda nas oitavas de final, encerrando precocemente a campanha no Mundial de 2026 e alimentando as críticas sobre o desempenho da equipe no cenário internacional.
Informações – Lincoln Chaves – Repórter da EBC – Agência Brasil
Foto – Nelson Terme / CBF