Chuteiras rosas viram símbolo da Copa do Mundo 2026 e continuam em destaque na reta decisiva do torneio

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Mesmo após a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final, um detalhe continua chamando a atenção na Copa do Mundo de 2026: as chuteiras cor-de-rosa seguem dominando os gramados e se tornaram uma das principais marcas visuais da competição.

Durante a campanha brasileira, jogadores como Vinícius Júnior, Neymar, Matheus Cunha, Bruno Guimarães e Marquinhos utilizaram modelos na cor rosa vibrante. A tendência, porém, não ficou restrita ao Brasil.

Nas fases decisivas do Mundial, craques que seguem na disputa pelo título, como Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé (França), Lamine Yamal (Espanha), Jude Bellingham e Harry Kane (Inglaterra), além de Erling Haaland (Noruega), também entraram em campo usando chuteiras rosas.

Embora pareça uma campanha organizada pela FIFA, a escolha da cor é resultado de uma estratégia das principais fabricantes de material esportivo. Nike, Adidas, Puma, New Balance e outras marcas lançaram coleções especiais para a Copa do Mundo apostando em tons vibrantes de rosa para destacar seus atletas dentro de campo.

Segundo Odinga Nimako, integrante da equipe global de desenvolvimento de chuteiras da Nike, a decisão foi baseada em pesquisas com atletas e consumidores, que apontaram uma preferência crescente por cores mais ousadas em grandes competições.

“O que ouvimos constantemente dos atletas e consumidores, especialmente em grandes momentos, é que cores vibrantes lhes dão confiança. Esse foi o nosso ponto de partida. Focamos em quais são as cores mais chamativas e quais transmitem mais confiança. O rosa é uma delas”, explicou o especialista em entrevista ao jornal The Athletic.

Além da confiança transmitida aos atletas, outro fator importante é o impacto visual. Estudos realizados pela fabricante mostraram que o rosa cria um contraste muito maior com o gramado do que a maioria das outras cores, tornando as chuteiras mais visíveis tanto para quem acompanha a partida nos estádios quanto para quem assiste pela televisão.

O efeito visual ficou ainda mais evidente porque nenhuma das 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo utiliza o rosa como cor predominante em seus uniformes. Assim, as chuteiras acabam se destacando naturalmente em relação às camisas, calções e meiões dos jogadores.

A tendência já podia ser observada desde os primeiros dias da competição. Em uma das partidas da fase de grupos, por exemplo, os dez jogadores de linha titulares da Coreia do Sul utilizaram chuteiras rosas, reforçando o sucesso da estratégia das fabricantes.

Apesar do predomínio da cor, alguns dos maiores craques do futebol mundial optaram por modelos exclusivos desenvolvidos especialmente por seus patrocinadores. Lionel Messi utiliza uma chuteira branca e azul-clara inspirada nas cores da Argentina, Christian Pulisic joga com um modelo branco decorado com estrelas azuis em referência à bandeira dos Estados Unidos, enquanto Cristiano Ronaldo recebeu uma chuteira dourada criada especialmente para disputar sua sexta Copa do Mundo.

Outra curiosidade é que os árbitros seguem uma regra diferente. A FIFA determina que a equipe de arbitragem utilize chuteiras pretas fornecidas pela Adidas, patrocinadora oficial da competição, mantendo um padrão visual distinto dos atletas.

Na reta final da Copa do Mundo de 2026, as chuteiras rosas permanecem como um dos grandes símbolos visuais do torneio, mostrando como marketing, design, tecnologia e comportamento dos atletas caminham juntos no futebol moderno.

Foto: Paul ELLIS / AFP)

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