O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há cerca de duas semanas subiu para 3.811, segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. Além das vítimas fatais, o desastre deixou 16.740 feridos e 17.907 desabrigados.
Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, causaram grandes danos, principalmente no estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente.
Em meio às ações de resposta à tragédia, a presidente interina Delcy Rodríguez solicitou ao rei Charles III a liberação das reservas de ouro da Venezuela mantidas no Banco da Inglaterra. Os lingotes estão avaliados em aproximadamente US$ 1,9 bilhão e, segundo o governo venezuelano, os recursos seriam utilizados na assistência às vítimas e na reconstrução das áreas afetadas.
Além do pedido ao governo britânico, Rodríguez informou que entrou em contato com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para solicitar a liberação de recursos venezuelanos bloqueados na instituição. O país possui cerca de 3,568 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES), equivalentes a aproximadamente US$ 5,1 bilhões, que permanecem indisponíveis devido ao não reconhecimento internacional do governo de Nicolás Maduro pelo FMI.
Enquanto isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) tenta mobilizar cerca de US$ 300 milhões para apoiar as ações humanitárias e a recuperação da Venezuela após um dos maiores desastres naturais da história recente do país.
Foto – Pablo Sanhueza/Reuters