Paralisação por tempo indeterminado começou nesta quinta-feira (10) e atinge unidades de Manaus e do interior. Categoria cobra avanços nas negociações salariais e mudanças no plano de saúde
Os bancários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia (Basa) iniciaram, nesta quinta-feira (10), uma greve por tempo indeterminado no Amazonas. As agências das três instituições estão fechadas em Manaus e também no interior do Estado.
A decisão foi aprovada em assembleia realizada na quarta-feira (9), após a categoria considerar insuficientes os avanços nas negociações com os bancos. Entre as principais reivindicações está a apresentação de uma proposta para o plano de saúde dos trabalhadores e seus dependentes.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Amazonas, esse é um dos principais pontos de impasse nas negociações. A entidade afirma que foram realizadas 13 rodadas de discussões, mas ainda não houve uma proposta considerada satisfatória para o plano de saúde.
Além da questão relacionada à assistência médica, os trabalhadores reivindicam reajuste salarial com reposição da inflação e aumento real de 5%. A categoria também pede melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Outras reivindicações incluem folga para trabalhadores com deficiência, medidas de prevenção e combate à violência contra bancários e ampliação das folgas destinadas à doação de sangue.
Paralisação anterior
A greve ocorre após uma mobilização realizada em 20 de agosto, quando bancários do Amazonas participaram de uma paralisação nacional. Na ocasião, agências de Manaus e do interior tiveram as atividades afetadas.
De acordo com o sindicato, a mobilização anterior ocorreu diante da falta de avanços na campanha salarial. A entidade também criticou propostas que, segundo os trabalhadores, previam congelamento do piso salarial, redução de valores dos vales-alimentação e refeição e reajustes escalonados conforme o nível dos funcionários.
Banco do Brasil
Em posicionamento sobre a paralisação, o Banco do Brasil informou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), responsável pelas discussões gerais da categoria, incluindo o índice de reajuste.
O banco afirmou ainda que mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar de assuntos relacionados aos funcionários da instituição e que as negociações para a data-base de 2026 resultaram em uma proposta apresentada às entidades e aprovada em assembleias de trabalhadores em diferentes regiões do país.
A Caixa Econômica Federal e o Banco da Amazônia foram procurados, mas não haviam apresentado posicionamento até a publicação desta matéria.
Fonte: informações do Sindicato dos Bancários do Amazonas e g1 AM.
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal