Defesa do candidato acusa George Marques de compartilhar conteúdo relacionado a informação considerada falsa; pedido ainda será analisado pela Justiça
A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de prisão preventiva e de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
A iniciativa ocorre após a circulação nas redes sociais de conteúdos que associavam Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo a defesa do candidato, George Marques teria republicado em seu perfil no X conteúdos relacionados ao caso e contribuído para a disseminação da informação. Os advogados também solicitaram a preservação de publicações e a apreensão de equipamentos eletrônicos que possam conter elementos relacionados ao episódio.
TSE determina retirada de publicações
A polêmica chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça determinou que plataformas como X, Instagram, Facebook, TikTok e YouTube retirem conteúdos que atribuam a Flávio Bolsonaro ou a integrantes de sua família a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Na decisão, o ministro classificou a afirmação como inverídica e determinou medidas para impedir a continuidade da disseminação do conteúdo.
A informação que circulou nas redes fazia referência a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli. A proposta não está em tramitação atualmente e foi rejeitada e arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
Pedido de prisão ainda não foi decidido
Apesar do pedido apresentado pela defesa, não há, até o momento, determinação judicial de prisão de George Marques. A solicitação faz parte da notícia-crime protocolada pela campanha de Flávio Bolsonaro e ainda depende de análise da Justiça.
O episódio ocorre na reta final da campanha presidencial, a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026.
O caso também envolve a atuação de um servidor público em suas redes sociais. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Marques afirmou que utiliza o perfil de forma pessoal, voltada a conteúdos de política e humor.