Câmeras de segurança registraram parte do ataque em Aparecida de Goiânia; trabalhadora reagiu durante luta corporal, e a Polícia Civil investiga o caso
Uma funcionária de uma sorveteria reagiu a uma tentativa de estupro e conseguiu desarmar o homem que a atacou na manhã de domingo (25), em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Durante a luta corporal, a trabalhadora tomou a faca do suspeito e o atingiu na perna. Ele morreu no local.
O episódio aconteceu em um estabelecimento comercial na Avenida Uru, no Setor dos Afonsos. Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança, cujas imagens mostram a movimentação do homem no comércio e o momento em que a funcionária é conduzida à força para os fundos do estabelecimento.
Câmeras registraram a abordagem
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar de Goiás, o homem entrou inicialmente na sorveteria aparentando ser cliente. Depois de deixar o local, retornou e abordou novamente a funcionária.
Segundo os relatos da ocorrência, a trabalhadora chegou a utilizar o celular para pedir ajuda ao proprietário do estabelecimento. Na sequência, o homem, que estava armado com uma faca, teria arrastado a mulher para um banheiro localizado nos fundos da sorveteria.
Durante o confronto, a funcionária conseguiu tomar a arma branca das mãos do suspeito e desferiu um golpe na perna dele. Após conseguir escapar, ela saiu do local e pediu socorro.
O homem não resistiu ao ferimento e morreu no estabelecimento.
Suspeito usava tornozeleira eletrônica
O homem foi identificado por veículos de comunicação locais como Nelson Ferreira Lemes, de 42 anos. Conforme informações atribuídas à Polícia Militar, ele possuía seis registros criminais por roubo e utilizava tornozeleira eletrônica.
O equipamento, entretanto, estaria desligado desde 22 de outubro, três dias antes da ocorrência.
A situação do monitoramento eletrônico é um dos aspectos que chamam a atenção no caso. As circunstâncias em que o equipamento foi desligado e as eventuais providências relacionadas ao monitoramento dependem de esclarecimentos das autoridades competentes.
Funcionária foi liberada após análise inicial
Após a ocorrência, a funcionária foi encaminhada à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ela foi liberada depois que o delegado responsável identificou indícios de legítima defesa.
A Polícia Civil continua investigando o episódio para esclarecer a dinâmica dos fatos e as circunstâncias da morte.
A análise das imagens de segurança, os depoimentos e os resultados da perícia são elementos que podem contribuir para a apuração.
O caso reforça a gravidade da violência contra a mulher e chama a atenção para a vulnerabilidade de trabalhadoras que permanecem sozinhas em estabelecimentos comerciais.
Com informações de veículos de comunicação de Goiás.