Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para tratamento do piloto Lito Sousa

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Influenciador foi diagnosticado com uma forma rara e de rápida progressão da Doença de Creutzfeldt-Jakob

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de um medicamento experimental para o tratamento do piloto e influenciador Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas. Ele foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida evolução.

A autorização foi confirmada pela família de Lito nas redes sociais. Segundo Mila Seidl, esposa do piloto, a expectativa é de que o medicamento chegue ao Brasil entre sete e nove dias após a autorização.

Em publicação nas redes sociais, Mila explicou que o procedimento adotado pela família não representa uma exceção criada especificamente para o caso de Lito. Segundo ela, a legislação brasileira prevê mecanismos para que pacientes em situações semelhantes possam solicitar a importação e o uso experimental de medicamentos.

A família apresentou à Anvisa uma série de documentos, incluindo exames e informações fornecidas pela indústria farmacêutica. O pedido passou por análise do órgão regulador diante da gravidade e da rápida evolução do quadro.

Mila também afirmou que houve diálogo entre autoridades brasileiras, incluindo o Ministério da Saúde e a Anvisa, e a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos.

Doença rara e de rápida evolução

A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurológica rara associada ao acúmulo de proteínas anormais, chamadas príons, no cérebro.

A doença provoca uma deterioração progressiva das funções neurológicas e pode apresentar sintomas como alterações cognitivas, dificuldades de coordenação e mudanças comportamentais. A evolução costuma ser rápida e, atualmente, não existe cura estabelecida para a condição.

O caso de Lito Sousa ganhou repercussão nas redes sociais após a família tornar público o diagnóstico e iniciar uma mobilização em busca de alternativas experimentais de tratamento.

A autorização da Anvisa representa uma nova etapa nessa tentativa, embora o medicamento experimental não represente garantia de cura ou de recuperação do paciente.

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