Governador nega sobrepreço, afirma que nenhum recurso foi pago e determina envio do processo aos órgãos de controle
O governador do Amazonas e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), determinou o cancelamento imediato de duas Atas de Registro de Preços que poderiam alcançar R$ 184,2 milhões para eventual aquisição de kits dormitório e redes de dormir destinados às ações de ajuda humanitária da Defesa Civil.
A decisão foi tomada após questionamentos apresentados durante a campanha eleitoral sobre os valores e as empresas envolvidas no procedimento. Ao se manifestar sobre o caso, Roberto Cidade afirmou que não permitirá qualquer dúvida sobre a aplicação de recursos públicos e determinou que toda a documentação seja encaminhada aos órgãos de controle.
As Atas de Registro de Preços nº 0280/2026-1 e nº 0280/2026-2 foram resultado de pregão eletrônico. Uma delas previa o fornecimento de kits compostos por colchão, travesseiro, lençol e fronha. A outra contemplava redes de dormir.
O valor de R$ 184,2 milhões corresponde ao limite máximo previsto nas duas atas e não a uma despesa já realizada pelo Estado. Segundo o Governo do Amazonas, nenhum produto foi adquirido e nenhum pagamento foi efetuado.
Roberto Cidade rebate acusações
O governador negou a existência de sobrepreço e afirmou que os valores registrados no processo licitatório estavam abaixo dos preços praticados no mercado.
Ao rebater os ataques de seus adversários políticos, Cidade afirmou que não pretende seguir “maus caminhos” e reforçou sua posição contra qualquer prática de corrupção na administração estadual.
“Não saiu nem um centavo da nossa gestão e nem vai sair. Eu não vou seguir maus caminhos. Não vou admitir corrupção na minha gestão”, afirmou Roberto Cidade.
Mesmo sustentando que os preços estavam regulares, o governador optou pelo cancelamento das atas como forma de afastar qualquer questionamento sobre a lisura do procedimento.
Documentação será encaminhada aos órgãos de controle
Além do cancelamento, o Governo do Amazonas informou que toda a documentação referente ao processo será enviada aos órgãos de controle do Estado.
A medida permitirá a análise dos procedimentos adotados no pregão, dos preços registrados, da participação das empresas e das demais condições estabelecidas na contratação.
O governo também reforçou que os materiais previstos nas atas faziam parte do planejamento para ações de assistência humanitária da Defesa Civil, especialmente no atendimento a famílias atingidas por situações de emergência.
A decisão de Roberto Cidade ocorre durante a disputa eleitoral pelo Governo do Amazonas e, segundo a administração estadual, busca preservar a transparência do processo e garantir que qualquer questionamento seja analisado pelas instituições responsáveis pela fiscalização.